08/01/11.
Saindo de Agra em direção a Jaipur, paramos em Fatepur Sikri - a cidade dos fantasmas. O nome vem desta historieta: Akbar, o imperador, havia construído ali sua moradia - um forte majestoso e, em 1601, transferiu a capital para lá. Depois de tudo instalado, até com ruas calçadas e as pessoas morando já ali, acabou-se a água! Então tiveram que abandonar a cidade, literalmente. Daí o nome.
O que aprendemos é que ali, só os vivos metem medo... Uns atrevidíssimos indianos resolveram embargar nossa entrada, dizendo serem guias certificados do governo. E que não poderíamos visitar a cidade e nem tirar fotos se não os contratássemos. Ainda bem que nosso experiente professor peitou a turma. Depois de muita briga entre eles e nosso guia local - o bem-humorado Raqueshi - conseguimos passear numa boa. Eles até pediram desculpas ao nosso professor pela tentativa de enganar-nos!
Um outro lugar incrível nessa estrada foi o Poço da Lua - imaginem cavar uma piscina a 19metros e meio de profundidade. Em torno, de um lado, arquibancadas para o povo sentar. Do outro lado, na superfície, os camarotes do rei e da rainha e um palco. Em noites de lua cheia, o poço refletia a luz da lua, que iluminava as arquibancadas e o palco, onde todos assistiam a shows de dança e música. Chique no último!
E vivam as flores amarelas da mostarda!
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Agra 2
Hoje visitamos o túmulo de Akbar, filho do imperador Humayun, cujo túmulo havíamos visitado também, em Nova Delhi. Segundo minha prezada amiga Fátima Fernandes, devemos muito a Akbar, pois este imperador valorizava as artes e a cultura! Yuhuuu! (gritinho da Fá).
A cerração era imensa nessa manhã friorentíssima. Mesmo assim, há fotos:
Como de costume, o que chamam de túmulo são verdadeiros palácios. Neste de Akbar, havia até veadinhos e pavões circulando por jardins imensos.
Em seguida, visitamos o Forte Vermelho de Agra. Instalações tão lindas que a Ione já imaginava usá-las como cenário de um casamento! (Ela é produtora de festas e eventos). E pensar que esse luxo todo tenha sido construído para guerrear... triste que dói. Prefiro a solução da alegre companheira Ione.
No Forte, um momento de carinho... lindos esquilos vieram comer na mão de alguns amigos, mais afeiçoados aos bichinhos.
A cerração era imensa nessa manhã friorentíssima. Mesmo assim, há fotos:
Como de costume, o que chamam de túmulo são verdadeiros palácios. Neste de Akbar, havia até veadinhos e pavões circulando por jardins imensos.
Em seguida, visitamos o Forte Vermelho de Agra. Instalações tão lindas que a Ione já imaginava usá-las como cenário de um casamento! (Ela é produtora de festas e eventos). E pensar que esse luxo todo tenha sido construído para guerrear... triste que dói. Prefiro a solução da alegre companheira Ione.
No Forte, um momento de carinho... lindos esquilos vieram comer na mão de alguns amigos, mais afeiçoados aos bichinhos.
Agra
06/01/11.
TAJ MAHAL! Lágrimas de emoção. Havíamos viajado um dia inteiro (8h30min) desde Nova Delhi, num ritmo lento e um trânsito infernal, como em quase toda cidade grande aqui na Índia, apesar de termos cruzado três estados e, em cada um, pago um pedágio pelo excelente trabalho do governo na manutenção das estradas. Dão de 10 a zero nas rodovias em Minas!
Do ônibus direto para o Taj Mahal, que fechava daí a pouco. Valeu todo o sacrifício do cansaço e do frio - agora estamos pegando quase zero graus. O imponente Taj Mahal não deixou nada a dever à nossa imensa expectativa. Pelo contrário. Não tinha palavras. Só pude mesmo chorar uns bons 100 metros.
Fora o edifício em si, os jardins, e demais construções iam aos poucos desaparecendo ao cair da noite, numa bruma espessa de inverno, como por encanto - verdadeiro sonho!
Aqui também pagamos por uma foto de papel grande, de uma boa parte do grupo. Nossa alegria deixou-nos todos lindos! Só mesmo o Taj Mahal para conseguir essa façanha depois de tanta viagem!
Hotel aconchegante com calefação no quarto e dois cobertores na cama - dizem que na noite passada a temperatura chegou a 0,5º lá fora, mas não senti nada... benção pura!
Quase me esqueci... no caminho até Agra, paramos para visitar dois templos, construídos lado a lado, que muito me impressionou: o local do nascimento de Krishna - o deus mais amado pelos indianos - sustentava um templo hindu, colorido. Ao seu lado, entretanto, uma mesquita mulçumana fora construída sobre o que restara da demolição de outro templo hindu, mostrando a triste imposição de uma cultura sobre a outra. Até hoje havia lá guardas armados de fuzis ou metralhadoras que davam até medo de tão grandes, ostensivas, e perto da gente. Àentrada, fomos apalpados dos pés à cabeça, mulheres de um lado, homens do outro, como se fóssemos terroristas. Que mundo é este? PS: do ônibus até os templos de riquichá (não sei escrever...)
TAJ MAHAL! Lágrimas de emoção. Havíamos viajado um dia inteiro (8h30min) desde Nova Delhi, num ritmo lento e um trânsito infernal, como em quase toda cidade grande aqui na Índia, apesar de termos cruzado três estados e, em cada um, pago um pedágio pelo excelente trabalho do governo na manutenção das estradas. Dão de 10 a zero nas rodovias em Minas!
Do ônibus direto para o Taj Mahal, que fechava daí a pouco. Valeu todo o sacrifício do cansaço e do frio - agora estamos pegando quase zero graus. O imponente Taj Mahal não deixou nada a dever à nossa imensa expectativa. Pelo contrário. Não tinha palavras. Só pude mesmo chorar uns bons 100 metros.
Fora o edifício em si, os jardins, e demais construções iam aos poucos desaparecendo ao cair da noite, numa bruma espessa de inverno, como por encanto - verdadeiro sonho!
Aqui também pagamos por uma foto de papel grande, de uma boa parte do grupo. Nossa alegria deixou-nos todos lindos! Só mesmo o Taj Mahal para conseguir essa façanha depois de tanta viagem!
Hotel aconchegante com calefação no quarto e dois cobertores na cama - dizem que na noite passada a temperatura chegou a 0,5º lá fora, mas não senti nada... benção pura!
Quase me esqueci... no caminho até Agra, paramos para visitar dois templos, construídos lado a lado, que muito me impressionou: o local do nascimento de Krishna - o deus mais amado pelos indianos - sustentava um templo hindu, colorido. Ao seu lado, entretanto, uma mesquita mulçumana fora construída sobre o que restara da demolição de outro templo hindu, mostrando a triste imposição de uma cultura sobre a outra. Até hoje havia lá guardas armados de fuzis ou metralhadoras que davam até medo de tão grandes, ostensivas, e perto da gente. Àentrada, fomos apalpados dos pés à cabeça, mulheres de um lado, homens do outro, como se fóssemos terroristas. Que mundo é este? PS: do ônibus até os templos de riquichá (não sei escrever...)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
Nova Delhi
04/01/11.
Nova Delhi inclui a antiga Delhi. Este local, na verdade, já foi 7 cidades diferentes, sendo que, nesta região, foram encontrados resquícios de habitação humana datando de 2000 a. C. Aqui visitamos uma mesquita mulçumana, o Forte Vermelho, outro Portal da Índia e Qutb Minar, um minarete da primeira das sete cidades antigas. Todos maravilhosos e imponentes. O Forte é imenso. O minarete e as ruínas ao redor impressionam pela arte. O portal lembra o Arco do Triunfo (deve ser vice-versa, pelas datas...). Finalmente, chegamos já de noite, a um templo da religião Bahai, em forma de lótus, todo em mármore, inclusive os bancos lá dentro. Gigante e maravilhoso!
Terminamos nosso longo dia de visitações num restaurante suntuoso, com lugares reservados pela professora de literatura inglesa Maya Joshi, amiga do nosso professor e guia, Ricardo. Simpatissíssima, insistiu para que provássemos uma sobremesa que só pode ser comida nesta época do ano: um arroz doce bem cheio de caldo e pouco arroz, feito com o açúcar da tamareira, que só é colhido entre novembro e janeiro. Que luxo!
Outra particularidade é que era terça-feira. Assim, o restaurante estava praticamente vazio, pois os indianos costumam jejuar neste dia da semana, em homenagem ao deus Ranumam. Aprendemos também que segunda-feira é dia de Shiva, o marido perfeito. Então as moças casadoiras jejuam neste dia para encontrarem um bom marido.
Nosso segundo dia em Nova Delhi começou com uma visita ao memorial a Gandhi, onde uma chama fica constantemente acesa sobre suas cinzas. Em seguida, túmulo de Humayun, antigo imperador - verdadeiro castelo!
O resto do dia foi dedicado às compras. No centro, o paraíso dos sacoleiros, uma loja atrás da outra, tudo muito barato. O que mais gostei foi do Central Cottage Emporium - seis andares de lojas do governo, com produção de artesanato de todos os estados da Índia. Uma maravilha! Desde móveis trabalhadíssimos até um lápis enfeitado, encontra-se de um tudo ali. Os preços são mais altos, mas a qualidade é assegurada. Notei vários livros que tratam do trabalho e da emancipação das mulheres na Índia de hoje. E, é claro, todos os bestsellers americanos que, no Brasil, se encontram em português. Dá-lhe globalização!
Nova Delhi inclui a antiga Delhi. Este local, na verdade, já foi 7 cidades diferentes, sendo que, nesta região, foram encontrados resquícios de habitação humana datando de 2000 a. C. Aqui visitamos uma mesquita mulçumana, o Forte Vermelho, outro Portal da Índia e Qutb Minar, um minarete da primeira das sete cidades antigas. Todos maravilhosos e imponentes. O Forte é imenso. O minarete e as ruínas ao redor impressionam pela arte. O portal lembra o Arco do Triunfo (deve ser vice-versa, pelas datas...). Finalmente, chegamos já de noite, a um templo da religião Bahai, em forma de lótus, todo em mármore, inclusive os bancos lá dentro. Gigante e maravilhoso!
Terminamos nosso longo dia de visitações num restaurante suntuoso, com lugares reservados pela professora de literatura inglesa Maya Joshi, amiga do nosso professor e guia, Ricardo. Simpatissíssima, insistiu para que provássemos uma sobremesa que só pode ser comida nesta época do ano: um arroz doce bem cheio de caldo e pouco arroz, feito com o açúcar da tamareira, que só é colhido entre novembro e janeiro. Que luxo!
Outra particularidade é que era terça-feira. Assim, o restaurante estava praticamente vazio, pois os indianos costumam jejuar neste dia da semana, em homenagem ao deus Ranumam. Aprendemos também que segunda-feira é dia de Shiva, o marido perfeito. Então as moças casadoiras jejuam neste dia para encontrarem um bom marido.
Nosso segundo dia em Nova Delhi começou com uma visita ao memorial a Gandhi, onde uma chama fica constantemente acesa sobre suas cinzas. Em seguida, túmulo de Humayun, antigo imperador - verdadeiro castelo!
O resto do dia foi dedicado às compras. No centro, o paraíso dos sacoleiros, uma loja atrás da outra, tudo muito barato. O que mais gostei foi do Central Cottage Emporium - seis andares de lojas do governo, com produção de artesanato de todos os estados da Índia. Uma maravilha! Desde móveis trabalhadíssimos até um lápis enfeitado, encontra-se de um tudo ali. Os preços são mais altos, mas a qualidade é assegurada. Notei vários livros que tratam do trabalho e da emancipação das mulheres na Índia de hoje. E, é claro, todos os bestsellers americanos que, no Brasil, se encontram em português. Dá-lhe globalização!
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Maha Kala
02/01/2011
No segundo dia do ano, fiz algo inesquecível: participei de uma caminhada do hotel até o alto da montanha, em Rahul Bihar (região de Maha Kala), onde o Buddha costumava fazer práticas ascéticas, ou seja, antes de descobrir o Caminho do Meio - nem tão apertada, nem tão frouxa deve ser a corda de um instrumento musical para que a música saia bonita!
Éramos 11 e, com um guia, percorremos o leito de um rio seco nesta época - verdadeiro deserto de areia para, em seguida, nos equilibrarmos entre campos retangulares de mostarda, arroz e pimenta verde. Mais adiante, atravessamos as ruelas dos vilarejos onde moram os agricultores da região. Literalmente invadimos várias casas, como numa favela, às vezes. As crianças se amontoavam na proporção de 20 para cada quatro adultos por perto. Pediam de tudo, como fazem aquelas no Brasil. Era triste demais, mas houve uma nota engraçada: - Cháculê, gritavam! - Cháculê, respondíamos, crentes de se tratar de algum tipo de 'bom dia numa língua exótica. Depois o guia explicou que elas diziam "chocolate" em inglês, e que isso servia para qualquer coisa doce!
Outro episódio nessa trilha de 3 horas foi quando as crianças começaram a cobiçar as garrafas de água mineral que trazíamos conosco. A certa altura, uma companheira sensibilizou-se e entregou sua preciosidade - fazia um calor danado, com o sol na cabeça todo o tempo! Qual não foi seu espanto quando presenciou a criançada "esvaziando" todo o conteúdo da água na terra seca para ficarem com a garrafa de plástico. Lá, isso era transformado em cano e sabe-se lá que outras utilidades teria para os pequenos...
Uma estátua dourada do Buddha em pele e osso compunha o altar da minúscula gruta numa rocha bem no alto, cuja frente era toda enfeitada por bandeirolas coloridas, tibetanas, como, aliás, acontecia em várias outras cavernas e lugares sagrados que visitamos até aqui. Aproveitei para agradecer e orar por todos nós, para que encontremos também o Caminho do Meio em nossas vidas.
A parte da história em que o Buddha finalmente sai do ascetismo ao aceitar uma tigela de arroz doce de Sujata - uma jovem - foi também contemplada por essa turma de andarilhos. Vimos um monumento e um templo dedicado a ela, logo no início de uma jornada memorável!
No segundo dia do ano, fiz algo inesquecível: participei de uma caminhada do hotel até o alto da montanha, em Rahul Bihar (região de Maha Kala), onde o Buddha costumava fazer práticas ascéticas, ou seja, antes de descobrir o Caminho do Meio - nem tão apertada, nem tão frouxa deve ser a corda de um instrumento musical para que a música saia bonita!
Éramos 11 e, com um guia, percorremos o leito de um rio seco nesta época - verdadeiro deserto de areia para, em seguida, nos equilibrarmos entre campos retangulares de mostarda, arroz e pimenta verde. Mais adiante, atravessamos as ruelas dos vilarejos onde moram os agricultores da região. Literalmente invadimos várias casas, como numa favela, às vezes. As crianças se amontoavam na proporção de 20 para cada quatro adultos por perto. Pediam de tudo, como fazem aquelas no Brasil. Era triste demais, mas houve uma nota engraçada: - Cháculê, gritavam! - Cháculê, respondíamos, crentes de se tratar de algum tipo de 'bom dia numa língua exótica. Depois o guia explicou que elas diziam "chocolate" em inglês, e que isso servia para qualquer coisa doce!
Outro episódio nessa trilha de 3 horas foi quando as crianças começaram a cobiçar as garrafas de água mineral que trazíamos conosco. A certa altura, uma companheira sensibilizou-se e entregou sua preciosidade - fazia um calor danado, com o sol na cabeça todo o tempo! Qual não foi seu espanto quando presenciou a criançada "esvaziando" todo o conteúdo da água na terra seca para ficarem com a garrafa de plástico. Lá, isso era transformado em cano e sabe-se lá que outras utilidades teria para os pequenos...
Uma estátua dourada do Buddha em pele e osso compunha o altar da minúscula gruta numa rocha bem no alto, cuja frente era toda enfeitada por bandeirolas coloridas, tibetanas, como, aliás, acontecia em várias outras cavernas e lugares sagrados que visitamos até aqui. Aproveitei para agradecer e orar por todos nós, para que encontremos também o Caminho do Meio em nossas vidas.
A parte da história em que o Buddha finalmente sai do ascetismo ao aceitar uma tigela de arroz doce de Sujata - uma jovem - foi também contemplada por essa turma de andarilhos. Vimos um monumento e um templo dedicado a ela, logo no início de uma jornada memorável!
Bodh Gaya 2
01/01/2011
Bodh Gaya é tão rica em templos que daria pra ficar um mês aqui sem repetir o programa um só dia! No primeiro dia do ano visitamos vários templos budistas de diversas origens: um do Butão, dois japoneses, um tibetano e outro tailandês. Maravilhosos, todos!
Além disso, passamos por uma das raras estátuas do Buddha de pé, e ficamos embasbacados sob uma estátua gigante do Buddha sentado, rodeado por 10 de seus principais discípulos.
Também passeamos pelas inúmeras lojinhas e barracas vendendo todo tipo de mercadoria e artesanato.
Bodh Gaya é tão rica em templos que daria pra ficar um mês aqui sem repetir o programa um só dia! No primeiro dia do ano visitamos vários templos budistas de diversas origens: um do Butão, dois japoneses, um tibetano e outro tailandês. Maravilhosos, todos!
Além disso, passamos por uma das raras estátuas do Buddha de pé, e ficamos embasbacados sob uma estátua gigante do Buddha sentado, rodeado por 10 de seus principais discípulos.
Também passeamos pelas inúmeras lojinhas e barracas vendendo todo tipo de mercadoria e artesanato.
Bodh Gaya
31/12/2010.
A passagem do ano foi um dia especialíssimo. Já de manhã, subimos a pé até o alto da montanha onde fica a caverna em que ocorreu o primeiro consilho de 500 Arahants após três meses da morte do Buddha. A intenção era compartilhar os ensinamentos do Desperto. Daí foi que nasceu o Tripitaka - as escrituras mais antigas no budismo. Tivemos a honra de meditar ali, todo o grupo, onde se reuníram 500 pessoas iluminadas! Nada melhor para se despedir do ano que findava. Ao terminarmos, uma benção dos céus: um chuvisco numa época de seca em Rajgir, que passou enquanto perfazíamos o caminho montanha abaixo.
Subimos com cajados de bambu, comprados na mão de crianças miseráveis. Na descida, devolvi o cajado a uma garotinha, para que ela pudesse vendê-lo novamente. Havia um peregrinação dos habitantes locais também. Alguns eram carregados em liteiras rudimentares por senhores magrinhos e idosos. Era de cortar o coração... mas era o ganha-pão daquela gente!
Antes de descer, visitamos ruínas de um mosteiro ecumênico e também do mais antigo mosteiro do hinduísmo - 5000 anos, em homenagem a Shiva.
Após uma viagem de três horas de ônibus, mais ou menos, chegamos a Bodh Gaya ainda no dia 31/12. Foi lá que o Buddha se iluminou sob a Árvore Boddhi. O local e todo o percurso é paupérrimo! As ruas são todas de terra e não há calçadas. Pessoas, carros, ônibus, tuk - tuk, motos, bicicletas, vacas e outros animais disputam o mesmo espaço empoeirado, numa confusão inacreditável. O vilarejo estava lotado de pessoas de toda parte do mundo. Um evento do budismo tibetano, reunindo figuras do alto escalão de Rimpoches lotou nosso hotel, inclusive. Fora isso, celebrava-se o aniversário daquele templo sagrado durante os dias 01 a 03 de janeiro. O movimento nas ruas, barraquinhas e lojas, no templo e mesmo no hotel japonês quatro estrelas (outro!) só se comparava ao do último jogo do campeonato brasileiro de futebol com um time de massa disputando o primeiro lugar!
Um jantar cedo, animadíssimo, em que nos abraçávamos, desejando Feliz Ano Novo, marcou nossa virada para 2011 - para alegria dos alemães e funcionários do hotel, que acabaram a noite dançando na portaria com alguns dos companheiros de viagem. Beleza pura!
A passagem do ano foi um dia especialíssimo. Já de manhã, subimos a pé até o alto da montanha onde fica a caverna em que ocorreu o primeiro consilho de 500 Arahants após três meses da morte do Buddha. A intenção era compartilhar os ensinamentos do Desperto. Daí foi que nasceu o Tripitaka - as escrituras mais antigas no budismo. Tivemos a honra de meditar ali, todo o grupo, onde se reuníram 500 pessoas iluminadas! Nada melhor para se despedir do ano que findava. Ao terminarmos, uma benção dos céus: um chuvisco numa época de seca em Rajgir, que passou enquanto perfazíamos o caminho montanha abaixo.
Subimos com cajados de bambu, comprados na mão de crianças miseráveis. Na descida, devolvi o cajado a uma garotinha, para que ela pudesse vendê-lo novamente. Havia um peregrinação dos habitantes locais também. Alguns eram carregados em liteiras rudimentares por senhores magrinhos e idosos. Era de cortar o coração... mas era o ganha-pão daquela gente!
Antes de descer, visitamos ruínas de um mosteiro ecumênico e também do mais antigo mosteiro do hinduísmo - 5000 anos, em homenagem a Shiva.
Após uma viagem de três horas de ônibus, mais ou menos, chegamos a Bodh Gaya ainda no dia 31/12. Foi lá que o Buddha se iluminou sob a Árvore Boddhi. O local e todo o percurso é paupérrimo! As ruas são todas de terra e não há calçadas. Pessoas, carros, ônibus, tuk - tuk, motos, bicicletas, vacas e outros animais disputam o mesmo espaço empoeirado, numa confusão inacreditável. O vilarejo estava lotado de pessoas de toda parte do mundo. Um evento do budismo tibetano, reunindo figuras do alto escalão de Rimpoches lotou nosso hotel, inclusive. Fora isso, celebrava-se o aniversário daquele templo sagrado durante os dias 01 a 03 de janeiro. O movimento nas ruas, barraquinhas e lojas, no templo e mesmo no hotel japonês quatro estrelas (outro!) só se comparava ao do último jogo do campeonato brasileiro de futebol com um time de massa disputando o primeiro lugar!
Um jantar cedo, animadíssimo, em que nos abraçávamos, desejando Feliz Ano Novo, marcou nossa virada para 2011 - para alegria dos alemães e funcionários do hotel, que acabaram a noite dançando na portaria com alguns dos companheiros de viagem. Beleza pura!
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